Um novo começo entre a rocha e o aço
Quando Rubén recebeu a chamada com a oferta de emprego, sabia que a sua vida estava prestes a mudar. Começar a trabalhar numa empresa de Perforaçao em rocha não era apenas um novo emprego; era entrar num mundo desconhecido, difícil e exigente, mas também cheio de oportunidades. Nunca imaginou que acabaria num ambiente tão técnico e físico, onde a terra se abre sob a pressão de máquinas potentes e de um trabalho com uma precisão milimétrica.
O seu primeiro dia foi um misto de admiração e respeito. O som constante das perfuradoras, o pó suspenso, as vibrações do solo… Tudo era diferente de tudo o que tinha vivido antes. Foi recebido por uma equipa experiente, pessoas habituadas ao esforço, ao trabalho ao ar livre e aos desafios que cada terreno apresenta. Rapidamente, compreendeu que a força ali não era suficiente: precisava de aprender a ler a rocha, a compreender o seu comportamento, a antecipar os obstáculos escondidos sob a superfície.
Durante as primeiras semanas, Rubén dedicou-se a observar, fazer perguntas e absorver conhecimento. Explicaram como funcionavam os equipamentos hidráulicos, as medidas essenciais de segurança e os tipos de perfuração mais comuns em função do solo: ancoragem, detonação, levantamentos geotécnicos… Cada tarefa exigia habilidade, concentração e trabalho em equipa. Aos poucos, foi ganhando confiança, ajudando a posicionar os equipamentos, medindo profundidades e monitorizando pressões.
Embora o trabalho fosse exigente — longas horas, por vezes sob sol intenso ou chuva persistente —, Rubén sentia uma satisfação diferente ao final do dia. Não era apenas exaustão física: era a sensação de fazer parte de algo real, tangível. Ver os resultados, sentir que cada perfuração concluída pavimentava o caminho para uma obra, uma estrada, um projeto que ali permaneceria durante décadas.
O que mais o surpreendeu foi a camaradagem. Num ambiente onde qualquer erro pode ser dispendioso, a confiança entre colegas é essencial. Aprendeu a valorizar aquela camaradagem silenciosa, baseada em gestos, na ajuda sem pedir, em saber que alguém está a cuidar de si enquanto opera máquinas pesadas a metros de profundidade ou numa encosta íngreme.
Começar na empresa de perfuração de rochas foi, para Rubén, o início de um período desafiante, sim, mas também de crescimento e descoberta. No meio da terra, do aço e do barulho, encontrou uma nova forma de compreender o trabalho: com os pés bem assentes no chão… e o olhar focado no que está por baixo.